Brasil tem que ter estratégia clara para atrair investimento chinês, diz professor

2017-05-17 16:32:00丨portuguese.xinhuanet.com
Por Keila Cândido Brasil e China estão localizados em pontos muito distantes do mapa, mas a relação econômica entre os dois países é bastante próxima. Em uma palestra realizada pelo Núcleo da Cultura Brasileira da Universidade de Pequim, sobre as relações econômicas entre Brasil e China nesta terça-feira, o professor de economia Célio Hiratuka da Universidade de Campinas, afirmou que a relação comercial tem mudado e isso gera mais possibilidades de trocas entre os dois países. Célio Hiratuka, professor de economia da Universidade de Campinas, fala durante um seminário na Universidade de Pequim, em Beijing, capital da China, em 16 de maio de 2017. (Foto: Universidade de Pequim) Apesar da desaceleração do crescimento chinês e a crise econômica pela qual o Brasil vem passando, os dois membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), têm áreas de interesse comum para investimentos, principalmente o lado brasileiro sendo receptor de capital. Infraestrutura de transporte e energia, além do setor agrícola, são oportunidades a serem exploradas. “O investimento chinês em infraestrutura no Brasil é importante porque acontece exatamente no momento em que o país tenta encontrar um novo vetor para o crescimento, e essa pode ser a única maneira de o Brasil voltar a crescer”, afirmou. Para Hiratuka, a mudança no foco da relação passando de comércio para investimento estrangeiro direto tem muito potencial, mas para explorá-lo o Brasil precisa ter uma estratégia. “É muito importante que o Brasil tenha uma estratégia clara para maximizar os investimentos não apenas chineses, mas de qualquer país”, disse. “Mas até agora o Brasil a não tem.” De acordo com o professor, o país precisa “buscar e manter mecanismos e instrumentos para monitorar e gerar efeitos positivos em termos de qualidade de serviços, geração de emprego, ligando com a produção doméstica e tecnologia.” Para Hiratuka, é preciso que haja uma coordenação entre os setores público e privado em várias instituições responsáveis por políticas regulatórias, de meio ambiente, tecnologias e industrial. Ele afirmou ainda que a instabilidade no cenário político brasileiro não afetou a decisão de investimento por parte dos chineses no Brasil. “Os chineses pensam no longo prazo e o preço das ações caíram por causa da crise, o que gerou interesse.”
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